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Chefes de Finanças da BRICS pedem reforma dos credores de desenvolvimento global

A reunião dos funcionários antes da cimeira de Nova Delhi procurou maior influência no mercado emergente nas instituições que moldam as finanças do desenvolvimento.

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Uma demanda coordenada antes da cimeira dos líderes

Ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais dos países da BRICS convocaram em 11 de setembro para a reforma das instituições financeiras globais de desenvolvimento, argumentando que as economias emergentes e em desenvolvimento precisam de um papel mais forte em sua governança. O apelo veio em Nova Delhi imediatamente antes da cimeira dos líderes do BRICS, dando ao bloco uma crítica prolongada das estruturas financeiras dominadas pelo Ocidente uma expressão fresca e coordenada a nível ministerial.

A iniciativa centra-se em instituições como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, cujos arranjos de votação e tradições de liderança têm sido há muito contestados por grandes economias em desenvolvimento. Os membros do BRICS diferem fortemente em questões de segurança, exposição comercial e suas relações com Washington, mas a reforma do empréstimo multilateral é uma das áreas em que eles podem apresentar uma agenda comparativamente coerente.

Por que o tempo é importante

A reunião ocorreu quando as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia estavam interrompendo os mercados de energia, transporte, alimentos e fertilizantes. Esses choques atingem os países em desenvolvimento através de maiores contas de importação e necessidades de financiamento, mesmo quando eles não são partes nos conflitos. A demanda pela reforma institucional, portanto, liga um debate estrutural sobre a representação com perguntas imediatas sobre quem recebe uma crise acessível e finanças para o desenvolvimento.

A proposta não altera em si o FMI ou o Banco Mundial a participação votando, as regras de empréstimo ou o capital. Esses resultados exigem negociações dentro das instituições e apoio de seus maiores acionistas. Os ministros também não anunciaram que as instituições BRICS substituirão os credores existentes. A questão prática é se os membros podem converter uma posição política compartilhada em uma proposta detalhada que atrai apoio além do bloco.

Concurso sobre o multilateralismo

As Nações Unidas forneceram um contexto paralelo para a demanda. Durante a reunião de António Guterres em 11 de setembro com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, os dois discutiram as prioridades da Índia BRICS e a necessidade de instituições multilaterais para refletir as realidades do século XXI. O relatório oficial também ligou as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio à perturbação econômica e ao acesso a alimentos e fertilizantes.

A atenção agora se reflete à declaração dos líderes e às reuniões subsequentes no FMI e no Banco Mundial. Propostas específicas sobre poder de voto, aumento de capital, tratamento de dívida ou empréstimo de concessão mostrarão se o recurso ministerial tem substância operacional. Uma declaração geral só preservaria a unidade da BRICS, mas deixaria a difícil negociação sem toque. O importante novo desenvolvimento é a posição ministerial coletiva, não uma reestruturação concluída do sistema financeiro global.