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Juiz de Guatemala fecha processo de terrorismo contra quatro líderes indígenas

O julgamento acaba com uma perseguição radicada em manifestações que defendem o resultado das eleições de 2023 na Guatemala, depois que especialistas da ONU levantaram preocupações sobre a detenção arbitrária e o uso indevido das leis do terrorismo.

Tradução automática · Original em inglês · Ver original

Tribunal recusa enviar o caso para julgamento

Um juiz da Guatemala fechou o processo penal contra quatro líderes indígenas acusados de terrorismo e crimes relacionados em 2023 durante protestos nacionais. Os acusados foram Luis Pacheco, Héctor Chaclán, Basilio Puac e Esteban Toc. O juiz Mynor Moto concluiu que o material apresentado não forneceu uma base suficiente para um julgamento público. A decisão remove uma acusação que se tornou uma prova prominente de como o sistema de justiça do Guatemala trata a organização política indígena e a paz do dissenso.

Cresce a taxa por causa da crise eleitoral

Os quatro líderes estavam associados a manifestações organizadas depois que os procuradores se mudaram contra o processo eleitoral que levou o presidente Bernardo Arévalo ao cargo. As autoridades indígenas, incluindo os 48 cantões de Totonicapán, ajudaram a sustentar blocos de estradas e assembleias públicas exigindo respeito pelo resultado. Os procuradores mais tarde trataram partes dessa mobilização como terrorismo, associação ilegal, sedução e obstrução da justiça. Os acusados argumentaram que os protestos eram pacíficos e destinados a defender o governo constitucional em vez de intimidar o público.

Pacheco, que mais tarde se tornou vice-ministro no Ministério da Energia e Minas, e Chaclán foram detidos em abril de 2025. Eles passaram mais de um ano em prisão pré-trial antes de ser transferidos para prisão doméstica em agosto de 2026. A prolongada privação de liberdade aumentou o escrutínio tanto das evidências como da amplitude das disposições terroristas da Guatemala. Puac e Toc foram processados em conexão com o mesmo movimento de protesto, embora suas circunstâncias processuais não fossem idênticas.

Os especialistas da ONU desafiaram o processo

Os procedimentos especiais das Nações Unidas abordaram o caso diretamente em julho de 2025. A comunicação identificou Pacheco e Chaclán como antigas autoridades indígenas e expressou preocupação de que as acusações de terrorismo e associação em larga escala poderiam criminalizar a expressão legítima, a assembléia e o trabalho de direitos humanos. Os especialistas também sublinharam as alegações de deficiências no acesso ao material do caso, assistência jurídica e revisão da detenção. Essas preocupações não determinaram a decisão do tribunal guatemalteco, mas eles estabelecem o contexto internacional de procedimento devido em que a demissão ocorreu.

Decisão com consequências institucionais

O efeito imediato é que os quatro acusados não enfrentarão o julgamento público solicitado sobre estas alegações. A importância mais ampla é se os procuradores examinam outros casos que surgiram durante o conflito sobre as eleições de 2023 e se os tribunais aplicam um limite mais estreito quando a manifestação política é descrita como terrorismo. As organizações indígenas também monitorarão qualquer apelo ou tentativa de reviver as alegações. Para o governo de Arévalo, o resultado remove um caso de alto perfil, mas deixa disputas mais amplas sobre a independência do Ministério Público e a responsabilidade não resolvidas.