Autoridades do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos pedem reforço da defesa do Golfo, juntamente com a parceria dos EUA
O fórum de Abu Dhabi observa que a cooperação de segurança regional está ligada à necessidade de reconstruir relações de trabalho com o Irã.
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Os funcionários do Qatar e dos Emirados chamaram a uma maior responsabilidade regional pela segurança do Golfo durante o Fórum Hili em Abu Dhabi, em 7 de setembro, de acordo com um relatório da Euronews publicado no dia seguinte. Seus comentários mantêm um papel importante para os Estados Unidos, ao mesmo tempo que argumentam que os países do Golfo precisam de maior capacidade para se proteger no meio da guerra contínua envolvendo o Irã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Qatar, Majed Al Ansari, defendeu a defesa do Golfo. O conselheiro diplomático presidencial do Emirado, Anwar Gargash, também apoiou uma maior confiança em si, ao mesmo tempo que descreveu o envolvimento contínuo com o Irã como necessário. Sua distinção entre restabelecer relações funcionais e reconstruir confiança aponta para uma tarefa diplomática difícil: os países vizinhos devem gerenciar contato prático mesmo quando a confiança uns em outros permanece severamente danificada.
A parceria continua a fazer parte da abordagem
As evidências oficiais separadas mostram que o Qatar continua trabalhando com um parceiro externo estabelecido. Um relatório do governo britânico de uma chamada de 7 de setembro entre o primeiro-ministro Andy Burnham e o Emir do Qatar registam discussões sobre a desescalação regional e a cooperação de defesa bilateral. Também identifica a cooperação potencial em investimento e energia limpa. O readout documenta essa relação; não confirma independentemente os discursos entregues no fórum de Abu Dhabi.
Os dois desenvolvimentos sugerem uma abordagem que combina a capacidade regional com as relações externas. Esta é uma interpretação das declarações e contacto diplomático, em vez de evidência de que uma nova organização de defesa foi criada. As questões práticas dizem respeito às capacidades, à coordenação e aos compromissos: o que os governos contribuirão, como responderão juntos e quais responsabilidades permanecerão com os parceiros existentes.
Desordem marítima chega além do Golfo
As ações econômicas estão além das exportações de petróleo. Em uma avaliação de 26 de maio, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura explicou que a interrupção através de Hormuz afeta os movimentos de energia, sulfato e fertilizante, aumentando os custos de produção agrícola. Ele advertiu que as consequências podem surgir mais tarde através da redução da plantação e do uso de fertilizantes. Essas descobertas fornecem um fundo sobre a importância da segurança marítima, em vez de uma nova estimativa de setembro de perdas.
A FAO recomendou manter o comércio aberto, apoiar famílias e agricultores vulneráveis, e diversificar os acordos de logística e de energia. Essas recomendações ajudam a explicar por que a restauração de movimentos confiáveis tem implicações para os países que importam e para os exportadores do Golfo. Os próximos desenvolvimentos significativos de segurança seriam acordos concretos de cooperação ou compromissos operacionais após o fórum. As observações relataram até agora estabelecer preferências políticas e preocupações diplomáticas, sem estabelecer um cessar-fogo, uma nova operação militar ou um acordo de segurança regional estabelecido.