Rússia assiste à reunião energética do G20 em Houston
O ministério de 14 e 16 de setembro levará Moscou de volta a outra reunião do G20 em pessoa, quando guerras, interrupções na navegação e tensões de fornecimento de combustível dominam a agenda energética.
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Rússia retorna a um ministério hospedado pelos EUA
Um funcionário russo vai assistir à reunião dos ministros da energia do G20 em Houston de 14 a 16 de setembro, segundo um funcionário da Casa Branca citado pela Reuters. Washington não identificou o representante de Moscou quando a presença foi divulgada em 11 de setembro. A reunião incluirá o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o secretário do Interior, Doug Burgum, e o funcionário da Casa Branca, Jarrod Agen, juntamente com representantes de energia da Europa e da Ásia.
A aparência é importante porque a maior participação russa nas reuniões multilaterais hospedadas pelo Ocidente tornou-se incomum após a invasão em toda a escala da Ucrânia em 2022. O relatório segue a presença pessoal do ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, em uma reunião financeira do G20 na Carolina do Norte no final de agosto. A Rússia também participou do ministério da inovação do G20, que foi concluído em Chapel Hill em 2 de setembro, de acordo com um comunicado oficial da Casa Branca.
Segurança energética se move para o centro
A reunião de Houston ocorre durante um período incomum difícil para a diplomacia energética. As guerras envolvendo a Ucrânia e o Irã colocaram a segurança de abastecimento, as rotas marítimas e a aplicação de sanções no centro das relações entre as principais economias. Os governos europeus ainda estão tentando reduzir a dependência do petróleo e do gás da Rússia, enquanto a perturbação ao redor do Estreito de Hormuz aumentou a importância estratégica das rotas alternativas e dos fornecimentos.
A presença da Rússia, por si só, não assinala uma mudança nas sanções dos EUA ou na política ucraniana. Nenhum encontro bilateral, concessão negociada ou acordo de energia foi anunciado com a decisão de presença. O desenvolvimento imediato é mais estreito: os Estados Unidos, como anfitrião, esperam um representante russo em um ministério onde os governos discutirão a abundância energética e a segurança junto com funcionários de países que mantêm políticas muito diferentes em relação a Moscou.
O que a reunião pode revelar
A primeira questão a ser observada é a identidade e a senioridade do delegado da Rússia. Isso irá indicar se Moscou trata Houston como um fórum técnico ou uma oportunidade para o envolvimento de nível superior. Qualquer contato bilateral nas margens, especialmente com funcionários norte-americanos ou europeus, teria mais significado diplomático do que a participação nas sessões plenárias sozinhas.
A atenção também será focada na possibilidade de os participantes concordarem sobre uma linguagem que cobre fornecimento confiável, navegação marítima e resiliência da infraestrutura sem reabrir disputas sobre sanções e a guerra na Ucrânia. O recente ministério da inovação mostrou que os membros do G20 ainda poderiam chegar a uma declaração de consenso com a Rússia na sala. Houston irá testar se essa cooperação multilaterais limitada pode se estender à energia, onde as divisões geopolíticas e as apostas econômicas imediatas são substancialmente maiores.