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Administração Trump prepara campanha da ONU para estreitar as proteções globais de asilo

O quadro proposto exigiria reivindicações no primeiro país alcançado e faz com que a proteção seja temporária, regras desafiadoras construídas em torno da Convenção sobre os Refugiados.

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Washington aprova agenda global para asilo

A administração de Trump está preparando uma campanha diplomática nas Nações Unidas para restringir severamente a forma como as pessoas buscam asilo, de acordo com documentos de planejamento interno revisados pela Reuters e confirmação de um porta-voz do Departamento de Estado. Os funcionários estavam planejando um evento lateral durante as reuniões da Assembleia Geral da ONU em setembro, com o vice-secretário de Estado Christopher Landau esperando liderar a iniciativa.

De acordo com o quadro proposto descritos à Reuters, as pessoas geralmente teriam que solicitar proteção no primeiro país que entram em vez de escolher outro destino. O estatuto de refugiado também seria tratado como temporário, com os governos de acolhimento decidir quando as condições haviam melhorado o suficiente para o retorno. Estas são propostas em vez de normas internacionais adotadas, e Washington não pode unilateralmente substituir o sistema de tratados existente.

Um desafio para o quadro pós-guerra

A iniciativa visa os princípios desenvolvidos após a Segunda Guerra Mundial e formalizados através da Convenção sobre os Refugiados de 1951 e do seu Protocolo de 1967. A UNHCR identifica esses instrumentos como a base da proteção internacional dos refugiados. A sua proteção central é a não rejeição: um refugiado não deve ser devolvido a um lugar onde graves ameaças à vida ou à liberdade permanecem.

A administração argumenta que os procedimentos atuais de asilo são usados de forma rotineira para a migração econômica e não se encaixam mais no movimento moderno transfronteiriço. A Reuters informou que os funcionários do Departamento de Estado foram instruídos a priorizar a diplomacia migratória e a trabalhar para um quadro de substituição. O planejado evento das Nações Unidas procuraria apoio de outros governos, mas o relatório ainda não encontrou evidências de uma ampla coalizão preparada para reescrever o sistema.

Limites legais e diplomáticos

Um requisito de primeiro país poderia mudar a responsabilidade para os estados vizinhos guerras ou perseguição, que já abriga grandes populações deslocadas. A proteção temporária pode ser parte dos sistemas existentes, mas o retorno automático torna-se perigoso se as avaliações de segurança forem politizadas ou se os riscos individuais forem ignorados. Qualquer novo quadro também teria que enfrentar obrigações tratativas e leis de asilo domésticas nos países participantes.

O que acontece depois depende do texto que Washington apresenta, os governos dispostos a apoiá-lo e se a administração procura uma declaração política ou uma mudança legal formal. Os membros das Nações Unidas podem apoiar medidas contra alegações fraudulentas, ao mesmo tempo que rejeitam o desmantelamento da não reenvio. A reunião de setembro examinará, portanto, se a proposta dos EUA se torna uma iniciativa negociada, uma coalizão de governos restritivos ou, principalmente, uma declaração da política americana.