Câmara dos EUA aprova lei de sanções energéticas da Rússia para 214-211
A vitória processual clareia uma votação final ao mesmo tempo que expõe uma disputa sobre dar ao presidente amplas potências aduaneiras contra os principais compradores da energia russa.
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Uma pequena vitória processual
A Câmara dos Deputados dos EUA votou 214-211 em 15 de setembro para avançar a legislação que visa o rendimento energético da Rússia, limpar a medida para debate e uma votação final. Dois democratas se juntaram aos republicanos sobre a moção procedural decisiva. O resultado é um passo concreto para além das batalhas de programação e lobby anterior ao redor da lei, mas ainda não faz a lei das sanções propostas.
A medida autorizaria tarifas de até 100% contra os cinco maiores compradores de petróleo e gás natural da Rússia e cinco países julgados a ajudar Moscou a evadir as restrições energéticas. Ele também atinge instituições financeiras russas, empresas estatais, altos funcionários, fornecedores de defesa, grandes projetos de energia e navios associados à frota de sombra usados para sustentar as exportações.
Apoio à Ucrânia, preocupação com as tarifas
O projeto de lei já aprovou o Senado com amplo apoio, mas o caminho da Câmara foi mais difícil. Vários democratas de alto nível argumentam que ela delega muito discreto tarifário ao presidente Donald Trump sem exigir que ele imponha as sanções. Os apoiadores opõem-se a que até mesmo a autoridade discretionária aumentaria a pressão sobre governos e empresas que continuam a financiar a Rússia através de compras de energia.
A diferença, portanto, não é simplesmente sobre se pressionar Moscou. É também sobre quem controla a política comercial dos EUA e se as tarifas secundárias poderiam ser aplicadas seletivamente ou voltadas contra aliados. A China, a Índia e a Turquia estão entre os objetivos potenciais mais consequentes devido ao seu papel no comércio energético russo, tornando a implementação capaz de afetar preços e relações diplomáticas muito além da Europa.
O lobby de Kiev e a próxima votação
A Ucrânia tem pressionado a legislação. O comissário de sanções do presidente Volodymyr Zelensky, Vladyslav Vlasiuk, realizou cerca de 20 reuniões com membros do Congresso e funcionários durante uma visita de setembro a Washington, de acordo com a presidência ucraniana. A Kiev considera as restrições às receitas de energia, aos fornecedores militares e às redes de evasão de sanções como parte complementar do esforço para reduzir a capacidade da Rússia de sustentar a guerra.
A questão imediata é se a coalizão que avançou o regime pode sobreviver ao voto final. O Passage ainda deixaria opções de implementação com a sucursal executiva e poderia abrir disputas com grandes economias de importação de energia. O fracasso, no entanto, seria um sinal de que o apoio bipartidista à Ucrânia não traduz automaticamente em acordo sobre tarifas ou o âmbito do poder presidencial.