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Parlamento Europeu busca prazo mais rigoroso para aprovar infraestrutura energética

Os legisladores querem decisões de rede mais rápidas e aprovações automáticas mais amplas, abrindo uma negociação com governos que favorecem a flexibilidade nacional.

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Parlamento aprova plano de aprovação

O Parlamento Europeu está se preparando para exigir prazos mais rígidos e uniformes para aprovar redes de eletricidade e outras infraestruturas energéticas do que aqueles favorecidos pelos governos da UE. Uma posição de negociação interna revisada pela Euronews exigiria que projetos de rede de distribuição tenham sido autorizados no prazo de um ano e projetos de transmissão no prazo de dois anos. A abordagem reforça a versão do Parlamento do Pacote Europeu de Grades antes de as negociações com o Conselho e a Comissão Europeia determinar a lei final.

As instituições concordam sobre o problema subjacente: geração renovável, armazenamento, estações de carregamento e novas ligações de rede podem passar anos à espera de permissões. A proposta original da Comissão estabeleceu um teto de dois anos para a infraestrutura de transmissão e distribuição. O Conselho manteve esse limite geral, mas permitiu extensões em circunstâncias extraordinárias. O Parlamento reduziria o prazo de distribuição em metade, tornando a velocidade administrativa uma obrigação mais consistente em toda a UE.

A aprovação automática é a linha de erro

O mais profundo desacordo é sobre a aprovação silenciosa. O Parlamento quer que as medidas administrativas especificadas sejam tratadas como aprovadas quando as autoridades falham de seus prazos. Os governos engrandeceram esse mecanismo, sugerindo que os Estados-Membros possam aplicá-lo a etapas intermediárias selecionadas, excluindo, ao mesmo tempo, decisões ambientais e permissões de ligação à rede. A questão não é apenas sobre velocidade. A questão é a consequência jurídica que deve seguir quando uma autoridade nacional subestimada ou prudente não emite uma decisão em tempo.

Niels Fuglsang, o legislador da Dinamarca, que lidera o processo, argumenta que são necessários prazos mais firmes para construir redes rapidamente o suficiente para a transição energética da Europa e para reduzir os custos energéticos. Os governos opõem-se a que os sistemas que permitem refletem diferentes estruturas legais, restrições ambientais e capacidades administrativas. Uma aprovação rigorosa de falhas pode acelerar o investimento, mas também pode criar litígios se comunidades ou autoridades ambientais acreditam que a auditoria essencial foi superada.

A proposta de dezembro de 2025 da Comissão fornece a linha de base formal. Cobre redes de transmissão e distribuição, armazenamento, projetos renováveis e infraestrutura de carregamento de veículos, e faz com que a implantação mais rápida seja essencial para a segurança energética e a decarbonização. O mandato do Conselho de junho de 2026 confirma que os governos nacionais apoiam a autorização acelerada enquanto procuram uma rede modernizada e resiliente e mantiverem maior controle sobre a implementação. Essas posições oficiais sustentam a lacuna institucional agora relatada pela Euronews.

Negociação vai decidir o equilíbrio

A próxima fase é a negociação interinstitucional entre o Parlamento, o Conselho e a Comissão. Os negociadores devem estabelecer tanto as linhas horárias máximas quanto o âmbito de aprovações automáticas antes que a legislação possa ser adotada. O resultado afetará a rapidez em que a Europa pode conectar novas gerações e armazenamentos renováveis, se os reguladores nacionais precisam de pessoal adicional e como a revisão ambiental se encaixa num sistema acelerado. Para os desenvolvedores, o sinal mais importante será se os prazos perdidos produzem um resultado legal previsível ou simplesmente outro ciclo de incerteza administrativa.