Estudo alerta que a política de preço dos medicamentos dos EUA pode atrasar novos medicamentos na Europa
A modelagem sugere que as empresas farmacêuticas podem adiar o lançamento em países de preços mais baixos para proteger as receitas no âmbito do sistema internacional de referência de preços de Washington.
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Economia dos EUA pode alterar lançamentos no exterior
Um novo estudo de modelagem relatado pela Euronews em 14 de setembro adverte que a política de preço de drogas da nação mais favorita dos Estados Unidos poderia incentivar as empresas farmacêuticas a atrasar o lançamento de medicamentos nos mercados europeus de baixo preço. O potencial incentivo surge porque o reembolso dos EUA por alguns medicamentos está ligado aos preços pagos em outros países desenvolvidos.
Os pesquisadores examinaram 195 medicamentos patenteados que representam US $ 87,9 bilhões em gastos anuais dos EUA. De acordo com a Euronews, o seu modelo descobriu que para cerca de três quartos dos medicamentos, as receitas perdidas pela redução dos preços americanos poderiam exceder as vendas anuais nos países usados como referências de preços. Um fabricante poderia, portanto, proteger receitas mais valiosas dos EUA, adiando ou evitando um lançamento num país onde o preço negociado seria mais baixo.
Uma política com alcance internacional
A Casa Branca diz que seu quadro tem como objetivo reduzir a lacuna entre os preços dos EUA e os pagos por países desenvolvidos comparáveis. Um relatório oficial de maio registou acordos voluntários com 17 grandes fabricantes farmacêuticos e disse que a administração queria que o Congresso codificasse os acordos. O governo apresenta a política como uma fonte de poupança para pacientes e programas públicos.
A modelagem não estabelece que as empresas seguirão a estratégia mais distortiva. A Euronews notou que as decisões de lançamento também são influenciadas pelas negociações de reembolso, o tamanho do mercado, a capacidade de produção e a regulamentação. No entanto, informou que os representantes europeus dos pacientes consideram o acesso atrasado como um risco concreto para pessoas com doenças graves ou progressivas.
As regras europeias fornecem um contrapeso parcial. A legislação farmacêutica atualizada pode reduzir o período de proteção do mercado de uma empresa se não lançar um medicamento no prazo de três anos após o pedido de acesso de um Estado-Membro. A Euronews informou que os analistas ainda não estão certos se este incentivo é forte o suficiente para compensar os rendimentos muito maiores em ação no mercado dos EUA. A Comissão Europeia está a avaliar separadamente se o preço de referência já está afetando o horário de lançamento ou os preços.
A evidência levará tempo
A diferença crucial é entre os incentivos modelados e a causa observada. Uma recente diminuição dos lançamentos europeus de drogas ainda não pode ser atribuída exclusivamente à política dos EUA, e a Comissão indicou que as evidências atuais permanecem insuficientes para conclusões sólidas. Os governos vão agora monitorar datas de lançamento, preços negociados e lacunas de acesso em países de referência como a Alemanha e a França. Se os atrasos se tornarem sistemáticos, a Europa pode enfrentar uma escolha difícil entre pagar mais por acesso antecipado e reforçar regras que exigem que as empresas servam mercados menores ou a preços mais baixos.