Doze países europeus pedem um papel mais forte na segurança da UE no Ártico
Um apelo conjunto emitido após uma cimeira na Finlândia exorta a União Europeia a tratar a segurança, a infraestrutura e a resiliência econômica do Ártico como prioridades estratégicas, como a atividade russa e o aumento do interesse chinês.
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Uma apelação artica coordenada
Doze países europeus apelaram à União Europeia para adotar um papel mais estratégico e ativo no Ártico, transformando a preocupação crescente sobre a segurança da região em uma demanda política coordenada. A Euronews informou que a declaração conjunta seguiu uma Cimeira Europeia do Ártico em Rovaniemi, na Finlândia, e colocou a segurança, a infraestrutura resiliente e o desenvolvimento econômico sustentável no centro da apelação.
A reunião reuniu figuras europeias de alto nível, incluindo o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro danês Mette Frederiksen e o ministro das Relações Exteriores francês Jean-Noël Barrot. O chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, disse que o bloco deve permanecer vigilante enquanto a Rússia expande a atividade militar e a China procura acesso a minerais, recursos energéticos e rotas de comunicação. A Comissão Europeia deverá publicar uma estratégia do Ártico revisada em outubro.
A segurança está se movendo para o frontal
O contexto institucional apoia a urgência do recurso. A política atual da OTAN no Ártico diz que a Rússia expandiu substancialmente sua capacidade militar em toda a região, incluindo através de novos comandos, instalações e armas avançadas. A aliança também descreve a China como um ator cada vez mais consequente do Ártico devido às suas ambições comerciais, científicas e estratégicas. Essas avaliações não confirmam de forma independente uma nova ação hostil, mas explicam por que os governos europeus querem a segurança incorporada no próximo documento de política da UE.
O Ártico tem sido tradicionalmente gerenciado através de uma combinação de soberania nacional, cooperação científica e instituições multilaterais. A mudança climática e a guerra da Rússia contra a Ucrânia alteraram esse equilíbrio. A retirada do gelo aumenta a potencial importância econômica das linhas de transporte e dos projetos de extracção, enquanto as relações danificadas com Moscou tornam mais difícil a coordenação de emergência, a vigilância e a proteção das infra-estruturas.
Grécia e investimento em infraestruturas
A recente parceria da UE com a Grécia fornece um componente econômico concreto. Em 7 de setembro, a Comissão Europeia comprometeu-se a investir 200 milhões de euros no âmbito de uma parceria reforçada que abrange a conectividade digital, a energia, as matérias-primas críticas e as habilidades. Esse programa dá Bruxelas um passo-fogo para a implementação de alguns dos objetivos de resiliência que agora são solicitados pelos doze países.
O próximo teste é se a estratégia de outubro traduz a declaração conjunta em financiamento, responsabilidade institucional e coordenação com a OTAN. Os governos vão monitorar as disposições que abrangem o transporte e as comunicações de dupla utilização, a proteção da infraestrutura submarina, a resposta à crise e o envolvimento com as comunidades Árticas. Qualquer política final também terá que reconciliar a concorrência estratégica com as salvaguardas ambientais e os interesses da Grécia e dos indígenas.